Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Vento de plástico

Foto: DDiarte

Os despojos da noite flutuam na mente

na mente que mente

no vento que assobia

melodias longínquas ,

de um tempo feliz.

De um tempo que era.

O vento era fresco.

O vento cantava.

O vento era livre, assobiava...

assobiava para mim

e o meu cabelo voava

tapava-me os olhos,

entrava na boca...cobria-me o rosto....

Brincava comigo.

...vento amigo!.

Agora está preso,

está rijo,

gelado.

inerte

grotesco

parvo... o malvado colou-se a mim.

O vento de plástico

já não é um assobio,

é um imenso candelabro

que cobre

que trava

com velas apagadas... sem pavio.

 

 

 Nina Simome - Wild is in the wind

 

música:
publicado por Sara Rocha às 20:08
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