Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Sem tempo

Foto: Caamaño Castro

 

 

Tu dormes,

...e eu sinto-te.

Tomo consciência de um novo desejo.

Tu não me olhas,

olhas o sono

o sonho

do nosso último beijo,

talvez...

As mãos abertas,

o rosto ainda estranho

o meu cheiro em ti entranho

em pensamentos

memórias,

lamentos,

sorrisos tapados

que contigo despi

segredos guardados

que em ti descobri.

Sinto que até mesmo para mim

ainda é estranho,

mas,

nem um sopro de vento

num fim de tarde...ameno

o teu corpo

que já não invento

desliza

no meu, sereno, sereno

sem dor...sem tempo.

 

 

 Sade - No Ordinary Love

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publicado por Sara Rocha às 14:40
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24 comentários:
De ;-) a 11 de Setembro de 2008 às 09:37
Lindo, lindo, lindo!!!
Gosto de te ler nina ...linda!


M.R.S.
De Salito a 10 de Setembro de 2008 às 16:37
...tantas sensações / emoções....
A sua cabeça deve ser um mundo....que não pára... Felizes de nós que nos dias de maior ou menor calmia beneficiamos de tanto talento e bom gosto... Bem Haja Sojacaustica e...não pare que o futuro sorrir-lhe-á ....
De tonecaspintassilgo a 10 de Setembro de 2008 às 13:51
Maravilha: devia editar um livro com estes textos/poemas/emoções de um lado. Do outro as fotos escolhidas.
Talento a rodos, dá gosto assim!...
tonecaspintassilgo
De Lua Nova a 9 de Setembro de 2008 às 15:36
Gostei muito deste post.
è tão bom quando nos abandonamos assim!
Sempre disse que se conhece completamente o n/ companheiro quando ele partilha o sono connosco e quando, acordamos e olhamos a pessoa a dormir. Aí não há lugar a máscaras, a luz entra e vê-se tudo, excepto o olhar.
Gosto muito também deste tema da Sade.
Parabéns, mais um excelente post com um magnifico poema da sua autoria!
De Vírus a 9 de Setembro de 2008 às 14:36
Estou de acordo co o Nuno, palavras para quê...um post simples e belo, um erotizar de um momento que não se deixa ir por levianismos e é de uma elegancia, de um estilo impressionantes.
Parabenizo-a pela escolha das ilustrações e da música, nota-s que a Sojacaustica tem um sentido estético muito apurado e um bom gosto fora de série.
A sua escrita, e volto a repetir, palavras para quê: excelente!
De Nuno a 9 de Setembro de 2008 às 14:04
Simples...elegante...lindo! (palavras para quê?)
De Correio Azul a 9 de Setembro de 2008 às 14:02
Este post faz-me levitar!
Que sensação Soja....
As suas palavras são alimento para os dias cinzentos em que vivo, é um bocadinho de azul, de sol, de paz, fantasia...e muitas outras coisas que me fazem ainda gostar de estar vivo.
Gostei muito deste seu poema.
De harryhaller a 9 de Setembro de 2008 às 11:15
Um poema tecido como uma renda de bilros , encadeado e ritmado, que fala da presença ausência, de memórias indeléveis, contudo no final fica a sensação que a ausência e a memória deu lugar à presença física

Continua a escrever pois tens qualidade como poeta.

Lobo das Estepes
De Magda Gonçalves a 9 de Setembro de 2008 às 09:26
Extremamente bem conseguido este post.
A imagem de um corpo de mulher, sob uma poltrona com folhas de outono, um abandono, provavelmente com janelas abertas. Amar sem tempo: lindo. Descobrir um corpo enquanto dorme, desvendar segredos...um caleidoscópio de acções/sensações que me fazem reflectir sobre o tempo que dispenso ao meu prazer, ao meu amor, até que ponto eu consigo abandonar-me...
Um poema com musicalidade, que segue uma linha, inteligente e que passa uma mensagem de uma maneira suave sem erotizar demaziado. Diria que é erótico q.b.
Os meus parabéns Sojacaustica
De Aníbal Coutinho a 8 de Setembro de 2008 às 18:50
Você é surpreendente, Sojacaustica.
è um turbilhão de sensações este seu blog, quando pensamos que vamos caír de uma falésia, eis que estamos deleitados ao entardecer a olhar um ser amado.
SUrpreendente, surpreendente, uma montanha russa!
è uma delicia este seu blog, os meus parabéns!

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