Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Sem tempo

Foto: Caamaño Castro

 

 

Tu dormes,

...e eu sinto-te.

Tomo consciência de um novo desejo.

Tu não me olhas,

olhas o sono

o sonho

do nosso último beijo,

talvez...

As mãos abertas,

o rosto ainda estranho

o meu cheiro em ti entranho

em pensamentos

memórias,

lamentos,

sorrisos tapados

que contigo despi

segredos guardados

que em ti descobri.

Sinto que até mesmo para mim

ainda é estranho,

mas,

nem um sopro de vento

num fim de tarde...ameno

o teu corpo

que já não invento

desliza

no meu, sereno, sereno

sem dor...sem tempo.

 

 

 Sade - No Ordinary Love

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publicado por Sara Rocha às 14:40
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24 comentários:
De Chris Brissac a 13 de Setembro de 2008 às 12:57
De Chris Brissac,

Isto me relembra momentos agradáveis....
Acho que estou a sonhar quando leio os teus poemas, sao tao simples, mais cheios de emocao e carinho.....

Mereces ser parabenizada....

De Chris Brissac Berlin.

De Letras na Sopa a 12 de Setembro de 2008 às 15:32
Temos poeta com alma de poeta, o que é bom nos nossos dias.
Os meus agradecimentos à Sojacaustica por este cantinho de boa poesia e não só.
De Dinis a 12 de Setembro de 2008 às 09:51
Em primeiro lugar queria dar os meus parabéns por este blogue. Entrei aqui hoje, por acaso, e eis que me deparo com um tesouro de emoções, de palavras, de imagens, tudo numa miscelândia onde o bom gosto impera e uma sensibilidade extraordinária se salienta em todos os posts.
Aqui está exposto, para quem quiser, a alma/âmago de uma mulher. É como se de uma viagem se tratasse este blogue. Fantástico, desde a poesia que é sem dúvida o exlibris do Sojacaustica, mas das ilustrações e músicas, que apesar de não seguirem uma linha contínua estão sempre perfeitamente adequadas com o poema/texto.
Continue a deliciarnos com estas "viagens".
Parabéns Poeta!
De Carlos Gama a 12 de Setembro de 2008 às 09:27
Com este post deixou-me "desarmado"!
Só escreve assim quem tem a alma apaixonada, traz-me à memória caricias que parecem borboletas, minutos contados, abraços apressados, beijos tranquilos e uma vontade louca da próxima vez, e que seja serena e que o tempo se alongue....que memórias tão longinquas, que quase se perdem no tempo...Gostei de reviver, obrigado por este espaço Sojacaustica, lembra-nos que a vida é feita para VIVER!
A estrutura do post, para não variar, está excelente. Você está a evoluir a olhos vistos, os meus parabéns!
De Banderas a 11 de Setembro de 2008 às 18:56
Olá soja.

Oa admiradores continuam entusiasmados e fiéis.

É muito bom.

Belo conteúdo. Bem ilustrado. Quem não gosta de relembrar bons momentos, sobretudo os proíbidos.

É uma boa fórmula, sem tempo, para desvendar segredos. Mas os bons momentos são aqueles que têm o tempo contado. Aqueles que passam a correr. Que não se dá pela passagem do tempo.

Aí ficam as recordações...
De EU a 11 de Setembro de 2008 às 17:37
Fantástico, Sojacaustica.
Na minha modesta opinião, considero este post um dos melhores do seu blogue.
O poema está lindissimo, acho que o seu nível está a crescer a olhos vistos.
Conseguiu transmitir uma mensagem repleta de sensibilidade e sensualidade, que se misturaram na perfeição, atingindo uma hamonia única.
20 Valores!
De Stela Matutina a 11 de Setembro de 2008 às 15:44
Bravo!!!!!!!!!!!!!
fantascienza???
hummmmm...
Qué soavitá, qué bello il tuo poema....
...sottovoce...qué sapore...qué sentire. SUBLIME!
Baccio,
Stela
De Anónimo a 11 de Setembro de 2008 às 15:05
Parabéns, está maravilhoso este post!

Gosto muito da sua escrita, aliás, o seu blog é de um bom-gosto fenomenal.

M.
De Estatua de Sal a 11 de Setembro de 2008 às 14:03
Magnifico!
De Raquel Sofia a 11 de Setembro de 2008 às 10:12
Adorei o poema, a imagem e a música. Es te post é uma especie de quadro, onde todos os elementos se complementam.
A musicalidade e a mensagem das palavras tem um sabor deliciosamente erótico, assim como a fotografia, mas, a anos luz da vulgaridade. Os meus sinceros parabéns, Soja, já começas a ser uma referência!!!

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