Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Quantas?

 

 Foto: DDiarte

Quantas vidas cabem numa vida?

                  Pois, se a vida é um mundo que circula, uniforme e finito...

 

                                      Entre a vida e o profundo da noite sou Eu, descrente, imersa num silêncio medonho, tremendo...

                                                                                                                          Que breu, que imenso negro escorre de mim.

Pois, se eu soubesse....se eu soubesse quantas, quantas vidas..

 

que soprassem os ventos do medo,

que trovejasse de raiva,

que se fundisse o amor, o ódio, a paixão...

que chovessem angustias, dúvidas..certezas,

que as mentes e os corpos entrassem em erupção,

tanto fazia...

aí saberia até onde ela,

a imensa e curta vida iria...

 

 

The Story - Brandi Carlile

 

 

 

 

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publicado por Sara Rocha às 19:03
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26 comentários:
De Estatua de Sal a 2 de Setembro de 2008 às 21:03
Os meus parabéns Sojacaustica pelo excelente blog que tem.
Escreve incrivelmente bem, é diferente, é ousada mas ao mesmo tempo dá-me a nítida ideia que se "desnuda" até à alma sempre que publica algo.
O Sojacaustica é você e imagino-a jovem (pela ouadia e pela diferença), linda (pois li há tempos que os bloguistas tendem a colocar fotos de pessoas que se assemelhas a elas, e as mulheres que escolhe para ilustrar os seus poemas são sempre de cabelos escuros, longos e extremamente bonitas e elegantes) e de uma riqueza interior acima da média assim como a inteligencia que demonstra sempre que escreve ( até gosta de fractais!!!!).
Fique bem, não me leve a mal este comentario, mas há muito que me intriga a sua pessoa.
Os meus sinceros agradecimentos pelos bons momentos que me faz passar sempre que visito o seu espaço.
De Chris Brissac a 2 de Setembro de 2008 às 20:38
De Chris Brissac,

Ao meditar sobre este belissimo POEMA,
sinto calafrio,
me arrepio dos pés a cabeca,
É como sentir o teu tocar junto a mim,

Agora que te conheco face a face,
me sinto mais honrado em poder ler e sonhar um pouco mais......

Agora que medito os teus pensamentos, e imagino como se sente uma pessoa tao feliz.... SOJA CAUSTICA.

Como tu, acredito que nao existe!!!!


COMGRATULACOES.....


De Chris Brissac,
Berlin.

De Caneta de Pena a 2 de Setembro de 2008 às 18:43
Quantas? não sei, mas muitas, garanto-lhe.E quantas mais melhor, maior a nossa riqueza como pessoas.
Excelente este poema, fluido, forte, intenso e extremamente inteligente.

Um bem Haja para si Sojacaustica!
De Carlos Gama a 2 de Setembro de 2008 às 18:26
Excelente, os meus sinceros parabéns!
De Raquel Sofia a 2 de Setembro de 2008 às 16:04
Potente e sensivel, uma vez mais jogas com a ambivalência...gosto desse teu jogo.
A foto está muito bem escolhida e quem souber o titulo...eh eh eh
a música está demasiado na "onda", mas soubeste dar-lhe a volta com o clip k escolheste...és genial Sojita!
Está fantástico esse teu post, estou à espera de ler-te em livro.

De Manuel de Aguilar a 2 de Setembro de 2008 às 14:30
Que bom poder comentar outra vez!
Gostei muitissimo deste poema. Diferente dos que costuma escrever, notei uma ansiedade, tristeza, nostalgia no texto....mas, como sempre está maravilhoso.
Continue, gosto muito de a ler!
De Lua Nova a 2 de Setembro de 2008 às 12:54
ADOREI, ADOREI,ADOREI!!!!!!!

(e eu a pensar que não iria comentar mais este blog....)
De Pixie a 2 de Setembro de 2008 às 11:45
Bem, este poema é poderoso.
è intenso, brutal como escreveu o Laranja Mecanica.
Gosto da meneira como escreve e a ilustração é de um bom gosto fora de série, aliás, dei uma espreitadela noutros posts e tenho a dizer que TEMOS POETA!
É criativa, diferente. Gosto muito deste estilo de escrita, é simples mas eficaz e poética sem ser melodramática e rabiuscada.
GOSTEI.
Escreva, escreva mais, porque você promete!
De Correio Azul a 2 de Setembro de 2008 às 11:12
Quantificar a vida, a matemática sempre presente.
"Quantas vidas cabem numa vida?" excelente pergunta...acho que depende da riqueza intlectual e emocional de cada Ser Humano. A menina (se é k me permite chama-la assim, pois é assim k a imagino) faz parte desse grupo e consegue com uma destreza surpreendente questionar o que alguns de nós já o fizemos sem conseguir verbalizar, e muito menos colocar em poema.

Muitos parabés, um dos seus melhores trabalhos!
De Magda Gonçalves a 2 de Setembro de 2008 às 10:16
Simplesmente brilhante, a angustia da incerteza retratada de uma maneira genial.


Cada vez melhor Sojacaustica!

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