Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Discrepâncias

Foto: António Carreteiro

Foto: António Carrateiro

 

E de repente... o tempo fragmentou-se

e pequenos nadas flutuam

na memória de um Eu que foi

e é, neste agora

despojado de mim,

uma espécie de fractal

que supera

que transforma

e que impera

num eterno multiplicar de um Ser

que demora,

que ri, que chora

numa cornucópia de vida

que não é, senão

uma eterna ampulheta que vira e revira

e tudo continua

na infinita discrepância

de um eterno nada

carregado de mim

que teme

mas,

que também implora

pelo fim!

 

 

Pavlov's Dog - Subway Sue

 

 

 

 

publicado por Sara Rocha às 16:46
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45 comentários:
De sagher a 18 de Junho de 2008 às 00:14
uma das mas bels canções que conheço
De Paulo Silva a 13 de Junho de 2008 às 13:37
Vives na dualidade, num eterno Limbo algures a meio entre o teu Eu racional e o teu Eu sentimental, nunca conseguindo juntar os dois em harmonia... fã incondicional.
De Chris Brissac a 5 de Junho de 2008 às 13:08
De Chris Brissac Berlin

Como sempre voce me surpreende,
cada vez mais....

Obrigado pelo comentario extra em meu E-mail.

De Chris Brissac em Berlin.
De Violeta Teixeira a 5 de Junho de 2008 às 00:38
Corrijo: perturbada com a soda caústica, confundi ampulheta com clepsidra. Incrível? Seja! Não tenho complexos!
Assim sendo, não se escolhe a cor da areia! Negra será.
Chega!
De Sara Rocha a 5 de Junho de 2008 às 10:29
O "suposto" poema está publicado do blog SOJACAUSTICA ( e não soda caústica).
é incrível o paralelismo entre o seu nome Violeta e a "sombra" de que tanto fala no comentário. É do conhecimento comum que as violetas gostam de climas frios e de sombra. No Inverno não é necessário protegê-las do frio pois a exposição à geada torna-as mais robustas e resistentes. Pode dar-se em vaso desde que estejam na sombra...sempre na sombra. Pois, e por vezes é triste a sombra, mesmo sendo fundamental para o perfeito habitat de uma flor tão bela.
Vejo que não entendeu o "suposto poema", suponho que sabe o que são fractais e uma ampulheta eternamente para cima e para baixo, ou seja: o infinito!
Felizmente acredito que se escolhe a cor da areia, e a minha é branca e vermelha. Branca de Paz e Vermelha de Amor e Paixão.
Obrigada pelo seu comentário.
Sojacaustica
De Violeta Teixeira a 5 de Junho de 2008 às 14:14
Agradeço a reposta ao comentário do seu suposto poema. Compreendi-o bem.
O comentário é que não foi entendido.
De Sara Rocha a 5 de Junho de 2008 às 15:37
O meu "suposto poema"...é um mero escrito, não passa disso, assim como o seu comentário.
Para entender/saber o que alguém nos quer transmitir há que haver linguagem em que o emissor e o receptor a compreendam. Ora, o meu "suposto poema" é um mescrito bastante intimista, o seu comentário está carregado de metáforas, daí a confusão.
Agradeço a S/ presença no Sojacaustica, será sempre bem-vinda ao meu espaço.
De Violeta Teixeira a 4 de Junho de 2008 às 21:45
Que dizer deste suposto poema? Sabe, com efeito, a «saujacaustica». Diria melhor, a soda caústica. A anmpulheta pinga, quer queira, quer não. E pinga, no seu caso, soda caústica. Não se escolhe a marca da água.. E as sombras acasalam com sombras. O Sol não nasce para todos. Fique à sombra de si mesma!
De Salito a 5 de Junho de 2008 às 18:08
Peço desde já desculpa à Sojacaustica pela petulância de tomar a sua parte e responder a este...que dizer...pequeno, incorrecto e lamentável comentário.
Estou estupefacto pelo facto de haver quem, por mesquinhez ou pretenso conhecimento ponha em causa tão belo Poema...repito...belo, especial, sentido e inteligente ...que não se restringe a utilizar palavras arcaicas e raras mas faz uma audaz ligação entre a verdadeira poesia, com sentimentos profundos, e a matemática...Reafirmo os meus sinceros parabéns Soja.
De Laranja Mecanica a 5 de Junho de 2008 às 18:18
Suposto???
suposto poema????
deves estar na tanga!
O k a Soja escreveu é pura e simplesmente lindo e acima de tudo inteligente.
De Pedro Salvador a 5 de Junho de 2008 às 18:37
A Sra. Violeta só lhe fica mal este género de comentários...pense duas vezes antes de se expor desta maneira tão picuínhas.

Fui ao seu blog, não volto.

Pedro Salvador
De Venus in spring a 4 de Junho de 2008 às 21:19
To feel that you are connected to another human being gives you positive energy.
This flow from one to another alternates without measure or order or specific time.
It has no logic. This is no why, how, when or how much. Without barriers it comes and goes freely.
CONGRATULATIONS - PARABÉNS on this your second anniversary which I am fortunate enough to share.
De Sara Rocha a 5 de Junho de 2008 às 10:31
Many thanks Venus!!!!
De Marta Fernandes a 4 de Junho de 2008 às 19:21
É tristonho mas gostei muito, todos temos dias cinzentos..
Se o Lobo conseguir trazer o Derek até ti, please.diz-me para onde o vais levar, k eu fico só ver, num cantinho escondida
(posso tirar uma foto?)
eh eh eh
De Sara Rocha a 5 de Junho de 2008 às 10:35
Marta, o cinzento também é cor, triste ou não, depende da perspectiva com que o olhamos.
Relativamente ao Derek, eu até te digo onde o vou levar, desde que prometas que fiques quietinha, não interrompas e que isto fique entre nós, ok? schuiiiii
Obrigada, fizeste-me rir!
De Lobo das Estepes a 4 de Junho de 2008 às 14:30
Repassei por aqui e vi 13 comentários, sendo historicamente conhecido o estigma que paira sobre esse n.º,sem querer ser exaustivo, aponto como paradigma ser esse o n.º de apóstolos de Jesus e todos sabemos qual foi o seu fim, surgiu-me o comentário infra:
Apesar das sombras que paira no seu poema, reconheço nele aquilo que a caracteriza como matemático das palavras, sim meditando sobre o que escreve você é isso mesmo, um matemático das palavras. Contudo, como não gosto de vê-la "assombrada" já diligenciei junto dos meus contactos internacionais no sentido de contactarem o sr.Patrick Dempsey(televisivamente conhecido por Derek) para vir dar-lhe um pouco de sol nessas sombras, o que consequentemente levará ao esbatimento das mesmas, ou numa perspectiva absolutamente optimista ao respectivo desaparecimento,eheheheheh

Desejo-lhe um óptimo dia e que o meu comentário, apesar de não ter os atributos do sr. internacionalmente conhecido, tenha o mérito de colocar um pouco de sol no seu quotidiano.

Lobo das Estepes
De Sara Rocha a 4 de Junho de 2008 às 19:36
Agradeço muito, mas, não esteja com trabalho...esse comentário vale mais do que 30 Derek's, acredite. Fez-me sorrir!
Você hoje foi o meu sol.
De Raquel Sofia a 3 de Junho de 2008 às 19:33
Intimista e lindo!
De Sara Rocha a 5 de Junho de 2008 às 10:37
Obrigada Raquel.
É realmente bastante intimista, fico contente que tenha gostado.
De Lilás a 3 de Junho de 2008 às 19:22
Está lindíssimo!
Você é de uma sensibilidade e sensualidade atroz, tem um bom gosto extraordinário. Há muito que ando para escrever isto no seu blog, mas hoje surpreendeu-me de uma maneira que estravasou o meu "estado de alma" se é que lhe posso chamar isso.
COntinue, fico à espera do proximo.
Saudações
De Sara Rocha a 5 de Junho de 2008 às 11:17
Lilás, acho o mesmo de si!
É uma honra te-lo/a aqui como comentarista do meu blog.
O meu muito obrigada.

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