Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Branco

                         Foto: Graça Loureiro

Branco profundo 

de tediosa candura

cujo  tempo que não é...dura.

Não passa.

E nós, adormecidos,

sós

no silêncio pálido

de branco intenso

dos amantes distantes,

de  segredos e desejo brutal

imenso...e entranhado

de medos.

Branco, maravilhosa cor,

pura

de infinita

e deliciosa loucura

do não ser

...cor?

como a nós... 

que não sendo

(per )Dura.

 

Trailer de la segunda película de la trilogía Tres colores" del director polaco Krzysztof Kieslowski . Protagonizada por Julie Delpy y Zbigniew Zamachowsky . Música de Zbigniew Preisner

publicado por Sara Rocha às 11:14
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6 comentários:
De Salito a 12 de Março de 2008 às 16:45
Não é por acaso que os Designers escolhem o Branco como cor de fundo...é magnífica pelas possibilidades que nos oferece...paixão / amor / desejo / sonho....ou tudo isto. Magífica conjugação Foto / Texto / Música...parabéns pela forma como transmite sentimentos. Vemos, Lemos, Ouvimos e SENTIMOS;-)
De cavalo alado a 12 de Março de 2008 às 16:21
Branco profundo donde sobressaiem dois olhos cristalinos, num olhar apaixonado, caloroso, empolgante...e ao mesmo tempo doce e terno.
Palavras para quê? Repetir os mesmos adjectivos?
Amor correspondido...amor para sempre...Palavras apenas inventadas? Ou direcionadas? Vou imaginar que são para mim e fico, do lado de cá, a apanhá-las como chuviscos em dia de arco-íris, que me afagam e escorregam pelo meu corpo abaixo.
De Aníbal Coutinho a 11 de Março de 2008 às 12:34
O poema, a foto e o clip (admiro o seu bom gosto), numa só palavra comento: EXCELENTE!

(agora falta o vermelho)

;-)
De Nuno a 10 de Março de 2008 às 23:52
À pergunta se é possível descrever a um cego uma cor...ora aqui está uma das respostas possíveis...dada por alguém que vê para lá dos limites do olhar...

Parabéns...impressionante...

Começam a faltar adjectivos...
De Pedro Salvador a 10 de Março de 2008 às 21:27
O bom gosto no seu melhor!!!
Adoro o que escreve e partilho o seu gosto cinéfilo.

Pedro
De Lobo das Estepes a 10 de Março de 2008 às 14:03
Curiosa a forma como metamorfoseias o branco em tempo e distância fisica.
A distância dos amantes, amante que etimologicamente significa pessoa que ama, mas com o passar do tempo e alteração do sentido das palavras, quer dizer também o outro ou a outra. Confesso que gosto mais do significado primitivo, pois o significado corrente, vê os amantes como alguém que vive na clandestinidade, e nunca se é o que está à margem quando se é capaz de amar à distância. Felizes daqueles que amam sem ver. Ou como diz a parábola do evangelho cristão, felizes daqueles que acreditam sem ver.
Através de palavras simples, mas poéticas, sendo que para mim a poesia é a palavra despida dos seus artíficios, ou seja a palavra tal como ela é primitivamente, fizeste um belo poema aos que estão unidos pelos sentimentos, mas fisicamente desterrados.

Parabéns Soja.

PS: Um bom filme(tal como o outro do post anterior, que faz parte da mesma trilogia) da cinematografia europeia, também ela uma forma de fazer poesia através da imagem.

Lobo das Estepes

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