Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Vem!

 

                                                                     Foto: Aloísio Brito

Vem,

vamos juntos os dois.

Noutro tom.

noutra vida,

noutra cor ,

tanto faz...

vai ser bom.

Vem!

A noite assalta-nos

e estende-se pelo céu

e o dia vai

ignóbil

sem esperar.

A lua espreita,

debruça-se

...quase cai

de tanto anseio .

E nós, tão longe

murmuramos desejos

de corpo

de cheiros

de toques,

de beijos

nossos,

que se prolongam

ansiosos,

por rasgados arrepios

de peles suadas,

unidas,

entranhadas,

em que a vida não é

aqui

nem ali,

somos nós

e então gritamos a viva voz

gemidos aprisionados

por espaços

distâncias

e tempos

sufocados.

Então vem,

vamos juntos

...os dois!

 

 

Tindersticks- Buried Bones

 

 

 

 

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publicado por Sara Rocha às 11:37
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12 comentários:
De Salito a 4 de Março de 2008 às 09:28
Prazer...é o que sinto sempre que leio tão belos poemas. Sinto que escreves com ele, pois só assim se consegue este efeito...sensual, belo, envolvente...capaz de fazer sentir. Muitos parabéns:-)
De Cristiris a 3 de Março de 2008 às 22:29
sojaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, onde vais tu buscar tanta imaginaçãoooooooooooo?????
Será que desejas o que não tens e desprezas o k tens? Não consigo atingir te!!!!! Mas gosto de ti de qq maneira. bjs
De abutre esfaimado a 4 de Março de 2008 às 12:30
Oi cára, mi diz aí sô, você comeu ela, não?
Mi parece qui você conhece essa garota, né?
De Sara Rocha a 4 de Março de 2008 às 17:25
Conhece... Abutre, é a minha melhor amiga!
Não é que eu lhe deva satisfações, mas é desagradável a maneira como aborda as pessoas.
Não tem nada que fazer, ok, mas, aproveite o tempo e escreva algo com graça, está a tornar-se repetitivo!
E nessa altura será bem-vindo aqui.
Vá, agora voe daqui, pássaro da morte!
De Lobo das Estepes a 5 de Março de 2008 às 15:23
Abutre Esfaimado

A título prévio, declaro-lhe que estou aqui sem mandato oral ou escrito da autora deste blog.
Posto isto, vamos ao que aqui me trouxe. Tenho lido aqui que a pessoa que se esconde atrás de um nick de um animal irracional de índole mórbida, tem tentado de forma exaustiva denegrir o bom nome da pessoa que criou e mantém este blog. E isso só por si, causa-me assaz repugnância até à náusea, na medida em que sou geneticamente averso a todos aqueles que violam os direitos fundamentais dos seres humanos, justamente o direito ao bom nome, protegido pela Constituição portuguesa, pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, pela Convenção Europeia dos Direitos do Homem e pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, diplomas esses a que o Estado português está vinculado e que o senhor como portuga que é, embora tente passar por cidadão brasileiro, através de um brasileiro escrito que envergonha qualquer faveleiro do Rio de Janeiro, mas digno de um brasileiro falado em tasca protuguesa do princípio do século passado. Assim, venho pelo presente sugerir, que deixe de usar o lado sombrio das novas tecnologias, mormente da internet para exteriorizar à saciedade aquilo que o senhor já era(anterior há era da net), é e será se não mudar de rumo. Contudo, admiro-me até à estupefacção, que um pássaro que se alimenta de cadáveres, no seu caso de cadáveres humanos do género feminino, ainda não tenha adquirido através dessa experiência mórbida o conhecimento básico sobre a psíque feminina. Em suma, sou obrigado a declarar à laia de conclusão, que o meu caro pássaro da podridão, seguramente tem pouca experiência, por falta de convívio seguramente, sobre os meandros da psíque feminina!
O direito de resposta é um direito consagrado na Constituição da República portuguesa, pelo que por inclusão de partes, tem toda a legitimidade e o direito fundamental de responder a este meu libelo,resposta que me daria significativa satisfação se fosse não aqui ,mas pessoalmente, henryheller36@hotmail.com, ou em alternativa presencialmente, dado que eu embora use um nick name, não me oculto atrás do mesmo, em qualquer local público de Lisboa à sua disposição.Quanto à segunda alternativa, poucas esperanças tenho, pois como genuino portuga que é, veste a pele da cobardia, da mesquinhez e da preguiça mental e fisica.
Desculpem-me os restantes portugueses que aqui vêm, mas embora português, mas atípico, dado que só sou português pelo direito territorial, está provado à saciedade pela experiência de séculos que são aquelas caracteristicas que caracteriza o português.

Tenho dito

Lobo das Estepes
De Lobo das Estepes a 5 de Março de 2008 às 15:28
Adenda: onde se lê "seguramente tem pouca experiência, por falta de convívio seguramente," deve-se ler "seguramente tem pouca experiência, por falta de convívio.

Lobo das Estepes
De Aníbal Coutinho a 3 de Março de 2008 às 16:57
Adoro a maneira como escreve.
Uma escrita simples, doce, completa e acima de tudo parece ser "sentida".
Muito sensual ;-)

Fique bem, e continue a deliciar-nos.
De cavalo alado a 3 de Março de 2008 às 16:55
De cada vez que vou ao soja, uma surpresa; que já não é surpresa, mas tão a afirmação de quem tão bem exprime, mas exprime o quê?
Provavelmente o que lhe vai na alma, ou seja o realismo da vida, mas se não for o que lhe vai na alma revela, no mínimo, uma capacidade impressionante de pensar e criar. Criar com facilidade e dentro de um estilo lindo, que im pressiona pela beleza das palavras.
Se a mim fosse dirigido e se soubesse para onde...ah...correria, deixaria tudo...
Parabéns pelo texto e pela foto.
De cavalo alado a 3 de Março de 2008 às 16:58
Não é um comentário, apenas uma correcção.
Onde aparece a palavra "tão" leia-se "tão só"
De Nuno Gomes a 3 de Março de 2008 às 16:42
Simples, belo e melódico...meus parabéns!

Continuas a escrever muito bem...
De Pedro Salvador a 3 de Março de 2008 às 15:42
Sensual, diria quase erótico, e lindo.
Gosto da maneira fluida como expõem as ideias, desejos/sentimentos. Da musicalidade e da facilidade que tem, sem recorrer a grandes metáforas, em fazer poesia de qualidade e contemporanea.
Continue.
De Lobo das Estepes a 3 de Março de 2008 às 13:20
Novamente a fluidez das palavras para descrever de forma poética, o desterro presencial daqueles que se amam. Sim é possível o amor e de forma intensa daqueles que estão fisicamente longe, mas sempre presentes a um nível mais subtil.
É esta a minha interpretação, não sei se foi isso que teve em mente quando escreveu o poema, mas como todo o leitor é um produtor, permito-me deixar aqui a minha interpretação.
Um bem haja e continue a escrever.

Lobo das Estepes

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