Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

O dia em que o tempo passou

 

 

O dia em que o tempo passou

e a vida tinha pouco a perder

houve um pescador que do barco mergulhou

e do meio de rochedos afiados me tirou.

Os despojos de um mar

profundo, de medo e escuridão

de repente eram passado.

O oxigénio emprestado

do velho pescador

que de tanto mar, perdeu a cor,

devolveu-me a tectos de ouro

e de azul plasmado.

Esse mar como num sonho

solta-me perdido

e do passado guardará a ânsia

da espera

dos meus cantos nocturnos,

que unia ao seu rugido.

Não o soube ele viver

sem que a constância das noites

deixasse soar o canto...

O dia em que o tempo passou

subi ás estrelas que antes podia

mas o medo impedia.

Há uma luz que o vento apagou,

mas o pescador das profundezas

do abismo me salvou.

 

 

 

 

O Canto das Sereias 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Sara Rocha às 10:16
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6 comentários:
De Banderas a 2 de Março de 2008 às 21:48
Olá Soja ...

As sereias encantam!

Tu continuas a encantar ...

Continua assim ... Estarei por peto!
De Aníbal Coutinho a 2 de Março de 2008 às 14:46
Mais um poema magnifico!
(espero que você não seja a sereia, pois elas fora da água não sobrevivem).
Fique bem Sojita!
De Cristiris a 28 de Fevereiro de 2008 às 20:26
Não posso deixar de concordar com os comentários já feitos....que de facto as palavras te saiem com uma naturalidade e fluidez, um jogo coordenado de palavras que se lê e sente-se musica. Força ai que não te falte inspiração. bjs
De Pedro Salvador a 26 de Fevereiro de 2008 às 18:57
Que delicia!
Antevejo uma mudança em si, para melhor (provavelmente os ventos da Primavera que aí vem).
Você tem cá uma imaginação..
De cavalo alado a 26 de Fevereiro de 2008 às 14:02
Mais um poema que flui...espantosa a facilidade com que disserta sobre todos os temas que aborda.
Muitos poetas gostariam de assim fazer...
Espírito criativo, que se dá, pelo que me é dado parecer...
Continue soja, continue a deliciar-nos com a sua poesia, cá continuarei como fã.
De Lobo das Estepes a 26 de Fevereiro de 2008 às 13:21
Gostei do poema. Dada a sua musicalidade, sente-se a sua escrita espontânea.
Em ti habita o espírito divino que está presente em todos os verdadeiros poetas.
Foto adequada, vídeo inacessível.

Desejo-te um bom dia e não desistas de escrever aqui , sempre que em ti sopre o espírito da musa poética, as palavras sussurradas pelo mesmo.

Lobo das Estepes

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