Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Vento de plástico

Foto: DDiarte

Os despojos da noite flutuam na mente

na mente que mente

no vento que assobia

melodias longínquas ,

de um tempo feliz.

De um tempo que era.

O vento era fresco.

O vento cantava.

O vento era livre, assobiava...

assobiava para mim

e o meu cabelo voava

tapava-me os olhos,

entrava na boca...cobria-me o rosto....

Brincava comigo.

...vento amigo!.

Agora está preso,

está rijo,

gelado.

inerte

grotesco

parvo... o malvado colou-se a mim.

O vento de plástico

já não é um assobio,

é um imenso candelabro

que cobre

que trava

com velas apagadas... sem pavio.

 

 

 Nina Simome - Wild is in the wind

 

música:
publicado por Sara Rocha às 20:08
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12 comentários:
De antonio a 1 de Fevereiro de 2008 às 14:34
Como só tu sabes dizê-lo...como só tu sabes senti-lo..como só eu sei o quanto gostaria de poder sentir-te... Mas o vento demora ..atrasa..e a espera devasta...não quero esperar mais..não quero imaginar mais..quero viver...quero viver-te..nem que seja apenas o tempo de uma simples brisa de verão...mas quero!
De antonio a 1 de Fevereiro de 2008 às 14:30
gosto de ti!
De henryheller36@hotmail.com a 1 de Fevereiro de 2008 às 11:42
Depois de tudo o que foi dito pelos comentaristas anteriores que mais posso eu acrescentar? Apenas que este poema me faz lembrar a forma como Lizt dedilhava as teclas do piano qual vento a passar pelas mesmas e de outra forma instrumental como a voz da Nina Simone abana os alicerces do nosso interior, tal qual o vento a vergastar a folhagem das árvores.

PS: Aplaudo a forma como sem saires dos parâmetros da boa educação respondeste a uma grosseira ave humana, em suma uma resposta pedagógica.

Um bem haja para ti
Lobo das Estepes
De Nuno a 31 de Janeiro de 2008 às 17:33
Ler os teus textos é uma benção para o corpo e para a mente...

Há versos que parecem que roçam na pele... outros há , que mais ousados ou libertinos, batem mais fundo... e tiram-nos o fôlego...

Como já te disse...escreves muito bem...para quando o livro?
De Paulo Silva a 31 de Janeiro de 2008 às 17:18
Brilhante é um adjectivo demasiado simplista para classificar este texto, excedeste-te...
De Menino do Coro a 31 de Janeiro de 2008 às 13:02
Nem mais..............tudo dito com classe, aliás não era de esperar outra coisa........................ainda me está na memória esta frase: "Não prometas o que não podes dar".
De abutre esfomeado a 30 de Janeiro de 2008 às 20:42
Já reparaste, menina? Todos te querem comer mas, aquele que o diz directamente sou eu e grito bem alto:
QUERO COMER-TE...onde te encontro???
Os outros andam aí com rodeios, blá blá, blá blá, no fundo andam todos ao mesmo, não é?
Aquela foto da Ambivalência partiu-me todo...és mesmo linda....
De Sara Rocha a 30 de Janeiro de 2008 às 22:00
Bem, não sei qual é o intuito do s/ comentário no meu blog, mas já deu para ver que a s/ inteligência não permite reparar que se tratam de modelos retirados de sites, os poemas são meus....as pessoas que os comentam, são pessoas que gostam de ler o que escrevo.
Sabe uma coisa, a vida é escassa...e já que é um ABUTRE vá comer os mortos que o esperam...aqui está tudo muito vivo, senão, mude de postura...e de pássaro e torne este espaço como algo válido...e por favor respeite os comentaristas do Sojacaustica e a mim,ok?!
De tonecaspintassilgo a 30 de Janeiro de 2008 às 14:41
Espantoso!
Fica-se sem palavras!
(tonecaspintassilgo)
De cavalo alado a 30 de Janeiro de 2008 às 09:52
A vida é mesmo assim...momentos bons...outros maus...os bons dificilmente voltam...os maus espreitam a cada esquina, sempre prontos a atacar, a devorar a mente a criar sensações de desconforto em movimentos continuadamente causticos...
Vento fracos, agradáveis. Por oposição aos ventos gelados tempestuosos. Que se afastem estes e que venha a bonança sempre ao alcance de mentes que buscam e querem...realmente.
De Pedro Salvador a 29 de Janeiro de 2008 às 23:30
ARREBATADOR !
O poema
A foto
e a música.

P.S.: Quem é você ?

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