Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

(Des)Faz-me!

Foto: Paulo Madeira

 

 

Baforada de tempo

mostra-se na janela

despe-se ao mundo

de onde o olho

assustado,

profundo.

Esconde-se do medo,

nas sombras perdido.

Desfaz-me de amor...

amordaça-me o sentido

...do real,

do supérfluo ,

do normal.

Desfaz-me, amor...

rasga-me as máscaras

afoga-me o medo,

o pavor... de ser

de continuar,

de fugir

de mudar

de viver.

Faz-me de amor...

onde o silêncio e a distância

abafa o mais longinquo

e profundo rumor.

O meu corpo,

a minha mente

e o meu desejo

pede-te:

Faz-me amor!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Sara Rocha às 15:09
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8 comentários:
De mmm a 13 de Janeiro de 2008 às 21:10
O AMOR, todos gostam e querem ser amados...eu tb gostaria de ser verdadeiramente amada e amar.
É pena que o amor seja sempre confundido com sexo...amar é perdoar, compreender, ajudar, apoiar e depois então fazer amor.
De Sara Rocha a 14 de Janeiro de 2008 às 12:46
Por vezes o amor está...nós é que não o "vemos"....
Esteja atenta, perdoe, compreenda e ajude ...e faça amor!!!!

Obrigada pela visita.

Um bom dia para si!
De mmm a 14 de Janeiro de 2008 às 23:04
Pois é Sojacaustica, deves ter razão, mas estou cansada de tanto procurar e só encontro lixo.
Estou sempre atenta, mas devo estar cega, não vejo nada e continuo vivendo na solidão.
De Paulo Silva a 3 de Janeiro de 2008 às 14:03
Adorei a mudança, ficou mais fluido, mais intenso.
Fabuloso Sarita.
beijo grande.
De cavalo alado a 3 de Janeiro de 2008 às 11:24
Poema lindo com uma estrutura de força baseada no amor, esse sentimento nobre, arrebatador que vira o mundo do avesso...
De Lobo das Estepes a 3 de Janeiro de 2008 às 10:11
Que há a dizer deste teu primeiro poema de 2008? Magnifico, a soja naquilo que de melhor nos habituou. Quanto ao conteúdo, atrever-me-ei a dizer, sem qualquer pretensionismo de critico literário, que o poema versa sobre os meandros do amor, os seus invíos caminhos e o medo desse sentimento que não sabemos se é real ou uma ilusão criada pelo divino no ser humano, para tornar a sua efémera viagem terrestre suportável.
Citando um extracto romanesco, (uma prova de que em pleno século XXI o romance literário está bem vivo e consequentemente vale a pena ainda ler romances) deixo aqui esta pêrola literária que na minha opinião está sintonizado com o que acima expus, que reza assim" E, apesar disso, todas as histórias de amor estão semeadas de mentiras, maiores ou mais pequenas.
Mentiras que o outro te conta, que tu lhe contas, que contas a ti próprio, em voz baixa ou aos gritos. Que seria do amor sem a mentira? Ou não será o próprio amor uma mentira? A mentira que me conto para poder suportar a vida e a estrada.", A Idade Secreta, Eugenia Rico, escritora nascida em Oviedo.

Lobo das Estepes
De Anónimo a 3 de Janeiro de 2008 às 10:05
Belo, intenso, genial.

Adorei, continue a escrever Sojacaustica!

Pedro Salvador
De Nuno a 2 de Janeiro de 2008 às 17:38
Simplesmente...arrepiante...

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