Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Elevação

                                                                                                                                                                                                       Foto:Kristinna            

Tudo era decerto assim...

Um amor inocente incapaz de acabar

Um céu onde a lua não desertasse

Um mar onde o sol não acabasse

Não sei o que irrompe em mim.

Despi a memória

e à vista desta corrente escura

lenta,

perdida,

vivida,

morta e esquecida

Uma sensação feliz desta vez!

Ilusória?

talvez

mas uma exultação invade-me!

E afirma a profunda vontade que há em mim

de beber os teus beijos

num cálice de boca

língua

desejos

vicio, transgressão

Loucura.

Elevação.

Tudo é decerto assim...

 

 

 

 

publicado por Sara Rocha às 11:38
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4 comentários:
De Nuno a 20 de Novembro de 2007 às 16:35
Como será a elevação de que falas? Ou a ilusão que exultas? Como saber o que dizem os cáusticos versos?


http://www.youtube.com/watch?v=vDTV1ZeRBJw
De Banderas a 15 de Novembro de 2007 às 12:51
Olá SOJA ...
Voltei para ficar!
Se continuares com estes textos, ficarei para sempre.
A este propósito vou transcrever um texto do SÁBIO Dalai Lama.
Perguntaram-lhe: " O que mais te surpreende na Humanidade?"
Ele respondeu:
"Os homens ... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se fossem morrer ... e morrem como se nunca tivessem vivido."

Portanto, viver o presente com amor constitui a forma mais sublime de ultrapassar as ansiedades do futuro.

Gostei do texto e, claro, da foto...
De Cristiris a 14 de Novembro de 2007 às 09:52
Antes demais, mts parabéns pelo modo como escreves, gostei. Há coisas na vida que são certas para toda a gente: viver, amar e morrer, disso ninguém se livra, agora nós somos responsáveis pelo modo como se desenvolve todo esse tempo. O ser humano em geral, é insatisfeito e nunca está bem no momento actual; há uma frase que não sei quem escreveu dentro deste contexto "os Homens são infelizes por não saberem o quanto são felizes"
bjs
De Lobo das Estepes a 13 de Novembro de 2007 às 13:31
Cada vez que escreves um poema novo, supreendes-me pela positiva e digo isto com toda a honestidade. A tua poesia tem a música das "esferas celestiais".
Relativamente ao teor do poema, e partindo do presuposto que é legitimo se falar do teor de qualquer poema(coisa que não tenho a certeza) o amor nunca é uma ilusão, o amor é algo que nasce e susceptível de morrer, nomeadamente pela erosão do tempo sobre o mesmo, pois já nem falo da sua morte(do amor)por força das menores ou maiores desavenças quotidianas, dado que a acontecer a sua morte por isso, estariamos perante um sentimento carecido de genuinidade. Contudo, vejo o amor como uma flor, que precisa de ser cuidada todos os dias para não morrer, isto é, a sua sobrevivência apenas e exclusivamente depende da capacidade criativa dos seus jardineiros. Esta é talvez uma visão romântica do amor, se estiver sozinho nesta minha visão que seja.

Desculpa por me ter alongado.

Continua a escrever, mesmo quando te julgas ou sintas iludida.

Um bom dia para ti

Lobo das Estepes

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