Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Assombros

                                                                                                                                         Foto: X. Maya

Perdida

sigo a corrente em direcção a ti.

É tarde

a lua segue-me como uma louca

a cor morreu

a luz é pouca.

A imensa noite possuiu-te,

fez-te dela.

Engoliu-te.

... e a água nada me diz.

Corro sem olhar para trás,

guio-me pela lembrança de um beijo

de um tempo corrido

manchado

de um desejo

que é...ainda

em mim.

É noite.

A calma dispersa silencia a busca.

O escuro liberta-se.

Poderosa

a lua esgueira-se,

silenciosa.

E eu ,

no meu cansaço,

no breu de um tempo

perdida, continuo a corrida.

(onde estás?)

 

publicado por Sara Rocha às 15:40
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6 comentários:
De Cristiris a 14 de Novembro de 2007 às 09:55
...Ramente sabemos aproveitar as oportunidades que nos aparecem, mas tudo isso faz parte da vida e é assim que aprendemos, mts vezes, á custa do nosso próprio sofrimento.
bjs gd
De Anónimo a 10 de Novembro de 2007 às 23:03
Esto es pasión !
Así eres tu.
Esta es tu fuerza.
Aqui hay tu esencia.
Así das sin esperar nada a cambio.

Me transmites tanta emoción que no se describir, solo sentir !

Se siempre tu, Princesa !!!!!!!!!!!!!!!


R.
De Banderas a 9 de Novembro de 2007 às 09:17
Olá SOJA.
Cá estou novo, ou seja, o Banderas voltou ...
Para ficar! O TEMPO dirá ...

Foto magnifica ...
Texto fantástico.
Gostei da mistura da lua, da noite e da água, em paralelo com o enigma, que não será nenhum assombro.
Por outro lado, parafraseando um ditado popular, " Quem procura sempre encontra."
Continua assim que, talvez, regresse para mais uma temporada.
De rui caetano a 8 de Novembro de 2007 às 11:43
Mas que imagem belíssima, original, o texto que acompanha tem também uma beleza muito interessante. Gostei.
De Lobo das Estepes a 7 de Novembro de 2007 às 09:15
Uma escrita que corre como uma corrente de água em direcção à foz, sincopada pela conjugação musical das palavras.
És efectivamente uma poetisa.

Lobo das Estepes
De Nuno a 6 de Novembro de 2007 às 18:43
Como um filme a correr diante dos olhos...assim é a tua escrita...livre, imaginativa (delirante até)...faltam palavras para descrever a surpresa que são os teus textos...

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