Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Bocados de raiva

  Foto: Luís Lobo Henriques

 

 

A noite calou-se

abraçou-se a mim.

O tempo rasgou

fragmentou-se

parou

preludio de  fim.

Abriu-se na sombra.

Lutou com a luz.

Episódios vazios

exilados no tempo

emergiram do nada

e o nada o conduz

...voltaram a ser

bocados de raiva

de silêncio passado

presente

no tempo calado.

 

 

 

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publicado por Sara Rocha às 23:02
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4 comentários:
De gullherme a 10 de Outubro de 2007 às 00:09
"Bocados de raiva" é um título sugestivo. Gosto, até, mais do título que do poema.

Gosto também da fotografia ( mostra a calma que a raiva tem que suportar).

Num blogue dedicado a "coisas causticas", como a soja; temo escrever sobre o título deste "post" sem ligar muito à poesia que se me é oferecida.

Coisa caustica nº1: os polícias entraram na "sede" do SPN da Covilhã.
Mudam-se os tempos e as vontades?

Coisa caustica no2: Os pais e professores (exeptuando 1 Sindicato) não se indignaram de forma veemente nos meios sensacionalistas pagos, digo, subsidiados pelo poder.

Coisa caustica 3: bem haja a poesia e todas as outras Artes.

Cumprimentos
Guilherme
De Nuno a 10 de Outubro de 2007 às 00:01
Como perdurar com as entranhas em chamas e com o corpo extinto?

Como convocar a infâmia que nos esgotou o momento passado e nos despende o instante presente?

Como invocar a dor que nos molesta a mente e nos consome a alma?

Como?

E a resposta ali, sempre presente, no silêncio do tempo calado...
De Tiago Nené a 9 de Outubro de 2007 às 19:08
Excelente poema, Sara:)

Espero que estejas a ter um bom tempo em Madrid.

Beijo com saudades.

Tiago Nené
De Lobo das Estepes a 9 de Outubro de 2007 às 15:50
A noite como única companheira da existência da poetisa(desculpa continuar a utilizar o termo tradicional, mas não sou de ceder facilmente a modas, neste caso ortográficas).

O tempo qual marco do início de uma nova era ou estação existencial.

A luz nos antípodas da sombra, mas complementares.

O vazio como medida do todo, isto é, aquilo que nada abarca, mas simultâneamente, que tudo contém.

E nesse vazio, ou nesse nilismo para usar um conceito nietzscheano, submerge um grito de revolta.

Salvo o devido respeito por opinião mais avalizada, escreveste um poema assaz hermético. Porém, como dizem os entendidos na matéria, a poesia não é para se perceber, mas para se ler/ouvir como uma espécie de melodia.

Fica bem

Lobo das Estepes

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